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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

EDUCAR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


A educação voltada para o desenvolvimento sustentável permite que nós professores desenvolva ações juntamente com nossos alunos na construção do conhecimento voltado para a preservação do meio ambiente. Estamos vivendo profundas mudanças em nosso meio devido à má utilização dos recursos naturais, bem como a destruição de nosso sistema ambiental. Em decorrência desse fato, nós professores devemos conscientizar nossos alunos para que o desenvolvimento sustentável seja capaz de suprir as necessidades das futuras gerações. Sendo que atualmente o desenvolvimento tem trazido desastrosas consequências para a nossa sociedade e para a natureza. Por um lado à natureza e por outro lado a sociedade criam dois extremos: um de ricos e outro de pobres. Enquanto os mais ricos aumentam o seu rendimento, os mais pobres diminuíram. Isto indica que o tipo de desenvolvimento que estamos produzindo tende a se inviabilizar porque é injusto. Ao gerar concentração de renda, cada vez maior, ampliarão de tal sorte as diferenças sociais entre uma minoria cada vez menor, que tem cada vez mais, e uma imensa maioria, cada vez maior, que tem cada vez menos, cujo resultado não será outro senão uma gigantesca explosão social, a que já estamos assistindo nos dias de hoje. Com a educação sustentável podemos criar hábitos, atitudes e competências para envolver o educando no processo de construção social, valorizando assim as relações e o compromisso com o humano nas suas diferentes dimensões e com a natureza. Cito uma frase do autor Boff (1999), na qual diz: “Um novo modelo de desenvolvimento viável visaria produzir o suficiente para todos, preservando o capital natural da terra para nós e para as futuras gerações. A isto chamamos sustentabilidade”.

Luciano dos Santos

domingo, 14 de julho de 2013

MÚSICA EM AULAS DE MATEMÁTICA FAZ ESTUDANTES MELHORAREM DESEMPENHO EM SALA DE AULA

A ideia partiu da professora Cibele Ferreira, de Olímpia, que leciona Matemática há 23 anos 

Os números e as regras de matemática não assustam mais os alunos da E.E. Dalva Vieira Itavo, da cidade de Olímpia. Com copos nas mãos e a letra da música na ponta da língua, os estudantes do 8º ano utilizaram o “Cup Song”, técnica que alia palmas e batuques de copos plásticos, para criar uma versão que inclui conceitos matemáticos na letra. A ideia de inovar na hora de repassar o conhecimento veio de Cibele Cristina Carrara Ferreira, professora de Matemática da escola. Depois de assistir a um vídeo de um grupo musical que usava o ritmo nas suas apresentações, a educadora propôs o desafio para os alunos, que aceitaram a sugestão e apresentaram o resultado para a comunidade escolar no programa Escola da Família. “A atividade ajudou a desenvolver o raciocínio lógico, a coordenação motora e o equilíbrio. Consegui atingir alunos que não tinham interesse na matéria e que não faziam todas as atividades”, conta Cibele, professora que leciona Matemática há 23 anos.


 Da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

A MATEMÁTICA NOSSA DE TODO DIA

Ao contrário do que pode parecer, a matemática não está somente nas salas de aula, nos exercícios e atividades propostos pelos professores. A matemática está em todo lugar, basta observar. Tudo o que fazemos no dia a dia envolve números, cálculos e contas. 
Numa cidade como São Paulo, por exemplo, a ciência pode estar numa obra, na qual é imprescindível para estabelecer a quantidade de materiais a utilizar e a altura de cada parede erguida. Sem a matemática, jamais seria possível determinar com exatidão cada ângulo, cada etapa da obra, cada pedaço dela.
Para além da engenharia, não faltam exemplos de profissionais que lidam com a matemática em seus trabalhos, muitas vezes sem perceber.
A matemática também pode estar presente em momentos de lazer, como quando calculamos o saldo de gols de um campeonato de futebol e, com base nesses números, estabelecemos quais são as chances de nosso time chegar às finais. Ou seja, fazer contas é importante para todos nós, o tempo todo.
Para saber mais sobre como a matemática está presente em nossas vidas, assista ao vídeo Fazendo Contas.
                                                                                                     Fernanda Gehrke




Dicas de reportagem, assistam!

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-educacao/v/conheca-exemplos-de-matematica-aplicada-ao-dia-a-dia/2498452/

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CONSTRUINDO NARRATIVAS

Aula De Matemática
Tom Jobim

Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você.

Composição: Antonio Carlos Jobim / Marino Pinto



sexta-feira, 28 de junho de 2013

MODELAGEM MATEMÁTICA

Modelagem Matemática sob um olhar de Educação Matemática e suas implicações para a construção do conhecimento matemático em sala de aula

                                                                                                                             Dionísio Burak

Resumo

Este ensaio traz algumas contribuições para o campo da Modelagem Matemática, relativamente ao ensino e aprendizagem da Matemática e, para a construção do conhecimento matemático, quando vistos sob a ótica de ao menos duas visões de Educação Matemática. Traz à consideração, elementos da Educação Matemática a partir do Modelo do Tetraedro de Higginson, sob a visão de duas vertentes da Filosofia da Ciência: o Racionalismo Crítico de Popper e a Teoria Crítica de Adorno. Apresenta elementos sobre a natureza, os métodos de pesquisa e, as implicações ao conceber uma ou outra corrente. Apresenta de forma explícita a assunção de uma visão de Educação Matemática em uma perspectiva das Ciências Humanas e Sociais, que justifica e fundamenta uma forma de conceber a Modelagem Matemática, como uma Metodologia de Ensino. Apresenta, ainda alguns elementos, que entende contribuir para uma prática educativa - mediada pela Modelagem, que considera preparar de forma mais ampla o estudante para fazer frente aos desafios de viver no século XXI.

Palavras-chave

Educação Matemática, Modelagem Matemática, Ensino e Aprendizagem, Prática Educativa


Leia o texto na íntegra:

http://proxy.furb.br/ojs/index.php/modelagem/article/view/2012/1360


ESCOLA, ENSINO E APRENDIZAGEM

Segundo Pedro Demo a escola sugere um trabalho de desenvolvimento, embora exista resistência por parte de alguns educadores, nota-se a importância de conscientização de alguns docentes para uma completa admissão do lúdico nas aulas e influenciando numa infância bem vivida em termos lúdicos que reflete positivamente ao longo da existência do sujeito. Desta forma, investir em recursos, metodologias e estratégias de ensino de caráter lúdico tais como: jogos, brincadeiras, teatro, representações etc. estimulando um aprendizado prazeroso, além de não incidir em custos e ser acessíveis às escolas públicas. A escola deve possuir diversos instrumentos de avaliações que sirvam de suportes para desenvolver as propostas e práticas pedagógicas onde os alunos são considerados sujeitos ativos e o conhecimento não é transmitido, mas sim construído. Para Pedro Demo:

 “...o papel da escola torna-se ainda mais específico, ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola tenderá torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento”.


(DEMO,1993:244) Pedro Demo ressalta que a escola está distante dos desafios do século XX, pois os discentes da atualidade que serão lançados para o mercado de trabalho serão obrigados a manusear computadores, mas a maioria das instituições de ensino não usam. Algumas crianças já possui acesso as tecnologia e com isso se desenvolvem de formas diferentes, elas gostam menos ainda da escola tradicional, porque acreditam que aprendem melhor usando a internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância para isso e estamos paralisados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo buscando novos horizontes buscando por fim uma linguagem do século XXI “tecnologia, internet” que aceita uma forma de conhecimento diferenciado e inovador. Logo a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo dos alunos, não que a escola esteja em risco de extinção, mas nós temos que mudar a escola para que ela se situe nas tendências do século XXI, e é aí que temos que fazer uma grande mudança, para ele essa grande mudança começa com o professor, ou seja, cuidando do professor, porque todas essas mudanças só entram bem na escola se entrarem pelo professor e ele é a figura fundamental. O professor é a tecnologia das tecnologias, e deve se portar como tal, ser professor não é simplesmente dar aulas, não é instruir, é cuidar que o aluno aprenda. Partir do aluno, da linguagem dele, e cuidar dele, não dar aulas. Pedro Demo afirma que:

 “Para atingir patamares aceitáveis de qualidade educativa da população é estratégia primordial resolver a questão dos professores. A questão dos professores é complexa, incluindo pelo menos dois planos mais relevantes: valorização profissional e competência técnica. O problema é de qualidade formal e política.” (DEMO,1993 pg.87)

Nesta concepção a educação popular tão desejada está muito longe de ser concretizada, sendo uma ação incitada pela politica de educação e desta maneira o educador tem a ideia de está sendo apoiado pelas politicas em projetos, mobilizando a educação no seu âmbito escolar, entretanto, não consegue esse apoio na comunidade. Pedro Demo acredita que o papel da escola torna-se ainda mais específico, ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento. (DEMO, 1993:244) Pedro Demo assegura que o ensino aprendizagem, só acontece se houver a qualidade de ensino, e para que isso ocorra é necessário ser avaliado em diversos olhares entre educadores, e o mais importante é que se faça uma imagem propícia da educação primária no que diz respeito à qualidade de ensino na educação, contando com o apoio do educador, entretanto, a escola deve conservar a sua autonomia diante dos discentes e docentes, realizando um trabalho onde todos os sujeitos possam interagir dentro ou fora do ambiente escolar, sendo assim um trabalho produtivo e qualitativo no processo de ensino e aprendizagem. Demo afirma que:

 “A aprendizagem supõe pelo menos dois componentes interligados: o primeiro, é o esforço reconstrutivo pessoal do aluno; o segundo, é uma ambiência humana favorável, onde se destaca o papel maiêutico do professor”.(DEMO, p.167).

Não esquecendo que o papel da escola é o principal, logo ela deve preparar maneiras de incentivar a inteligência do aluno desenvolvendo suas capacidades, promovendo meios pedagógicos aos docentes, que são os guias das novas estratégicas de aprendizagem que precisa ser ativa, construída pelo educando a partir da sua interação com os conteúdos socioculturais promovendo um ensino ativo, pois, ele se forma dentro das interações que nos ocorrem em diversos contextos sociais. A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado da sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber e que tudo que se quer de um aluno é que ele saiba pensar e ao mesmo tempo seja a imagem e semelhança do seu professor. Entretanto ao longo dos anos os professores em sua formação não são incentivados a pensar, pesquisar e elaborar, ou seja, durante a sua formação só assistem aulas e fazem provas. Quando esses docentes vão dar aulas, fazem a mesma coisa, tornando assim um ciclo vicioso. Sendo assim os professores fingem que dão aula e os alunos fingem que aprendem, atrapalhando o hábito de pensar. Sendo assim Demo acredita que a pesquisa é um item fundamental para o aprendizado tanto do educador como do aluno, pois, se quisermos alunos que estudem bem, precisamos inventar professores que estudem bem também. E que esses docentes deverão “usar e abusar” das novas tecnologias para tornar o estudo mais prazeroso e menos chato, mesmo que exija o mesmo esforço e dedicação do costume convencional, uma vez que com essas novas tecnologias pode-se encarar o estudo de uma forma mais ampla. Na contemporaneidade, o docente deve ser um pesquisador, que assume um acordo com o questionamento reconstrutivo a fim de ir além de uma simples socialização do conhecimento educativo, emitindo com prioridade à competência renovada do professor, que pode encontrar em outros expedientes subsídios de peso, tais como: a adequação física dos prédios, apoios didáticos e assistenciais, instrumentações eletrônicas. (DEMO, 1993: 245). Portanto, o educador é o mediador do conhecimento e a sociedade cobra e exige competência com a finalidade da qualidade de ensino. Segundo Demo para que o ensino aconteça não importa que uma atividade esteja categorizada como "tradicional" ou "inovadora", o importante são as propostas de trabalho reunidas sob determinadas condições a partir dos problemas formulados pelo uso da escrita, contemplar diferentes procedimentos, admitir diferentes respostas, gerar alguma aprendizagem a respeito do sistema pedagógico em todos os membros do grupo, favorecer o debate e a circulação de informações, garantir a interação entre os membros, propiciar uma crescente autonomia na busca de informação. Demo ressalta a interdisciplinaridade como eficaz ao sucesso do ensino e da aprendizagem e o zelo com os educandos, para que estes não percam a uma dupla oportunidade: acesso à qualidade formal, quando não aprendem a aprender; acesso à qualidade política, quando não recebem motivação para a politicidade do curso. Pois aí não se forma nem o profissional, nem o cidadão. Diante desta temática se observa aspectos importantíssimos no processo ensino aprendizagem que é o da relação construída entre professor e aluno, e por isso que é imprescindível à presença do professor, enquanto elo no processo ensino aprendizagem, na direção de uma consciência de cidadania.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

EDVALDO SOUSA BUENO

Outro dia passei a entender um pouco mais uma de minhas alunas que sempre apresentou um grande desinteresse pelas minhas aulas. Por mais que eu tentasse conquistar sua atenção, por mais que eu preparasse uma bela aula, seu pensamentos estavam muito longe. Descobri que sua mãe havia falecido nesse ano. Na casa do tio, onde estava vivendo parece que não esta feliz devido a rejeição de alguns primos.

Nós professore temos que entender que não estamos ensinando robôs e sim pessoas envolvidas de sentimentos e situações de vida que nem podemos imaginar. São essas pessoas que vão para nossas salas de aula buscando quem sabe uma palavra de acolhida, de conforto. Por isso tenho feito em minhas aulas a experiência de ler um texto, uma frase ou uma parábola que os incentive, que os faça se sentir capaz de superar os obstáculos da vida. Tem sido gratificante a resposta!


 Professor Edvaldo