Este blog foi criado na intenção de publicarmos boas práticas na gestão em sala de aula, bem como mostrar que a matemática é uma disciplina encantadora.
Modelagem Matemática sob um olhar de Educação Matemática e
suas implicações para a construção do conhecimento matemático em sala de aula
Dionísio Burak
Resumo
Este ensaio traz algumas contribuições para o campo da
Modelagem Matemática, relativamente ao ensino e aprendizagem da Matemática e,
para a construção do conhecimento matemático, quando vistos sob a ótica de ao
menos duas visões de Educação Matemática. Traz à consideração, elementos da
Educação Matemática a partir do Modelo do Tetraedro de Higginson, sob a visão
de duas vertentes da Filosofia da Ciência: o Racionalismo Crítico de Popper e a
Teoria Crítica de Adorno. Apresenta elementos sobre a natureza, os métodos de
pesquisa e, as implicações ao conceber uma ou outra corrente. Apresenta de
forma explícita a assunção de uma visão de Educação Matemática em uma
perspectiva das Ciências Humanas e Sociais, que justifica e fundamenta uma
forma de conceber a Modelagem Matemática, como uma Metodologia de Ensino.
Apresenta, ainda alguns elementos, que entende contribuir para uma prática
educativa - mediada pela Modelagem, que considera preparar de forma mais ampla
o estudante para fazer frente aos desafios de viver no século XXI.
Palavras-chave
Educação Matemática, Modelagem Matemática, Ensino e
Aprendizagem, Prática Educativa
Segundo Pedro Demo a escola sugere um trabalho de desenvolvimento, embora exista resistência por parte de alguns educadores, nota-se a importância de conscientização de alguns docentes para uma completa admissão do lúdico nas aulas e influenciando numa infância bem vivida em termos lúdicos que reflete positivamente ao longo da existência do sujeito. Desta forma, investir em recursos, metodologias e estratégias de ensino de caráter lúdico tais como: jogos, brincadeiras, teatro, representações etc. estimulando um aprendizado prazeroso, além de não incidir em custos e ser acessíveis às escolas públicas. A escola deve possuir diversos instrumentos de avaliações que sirvam de suportes para desenvolver as propostas e práticas pedagógicas onde os alunos são considerados sujeitos ativos e o conhecimento não é transmitido, mas sim construído. Para Pedro Demo:
“...o papel da escola torna-se ainda mais específico, ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola tenderá torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento”.
(DEMO,1993:244)
Pedro Demo ressalta que a escola está distante dos desafios do século XX, pois os discentes da atualidade que serão lançados para o mercado de trabalho serão obrigados a manusear computadores, mas a maioria das instituições de ensino não usam. Algumas crianças já possui acesso as tecnologia e com isso se desenvolvem de formas diferentes, elas gostam menos ainda da escola tradicional, porque acreditam que aprendem melhor usando a internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância para isso e estamos paralisados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo buscando novos horizontes buscando por fim uma linguagem do século XXI “tecnologia, internet” que aceita uma forma de conhecimento diferenciado e inovador. Logo a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo dos alunos, não que a escola esteja em risco de extinção, mas nós temos que mudar a escola para que ela se situe nas tendências do século XXI, e é aí que temos que fazer uma grande mudança, para ele essa grande mudança começa com o professor, ou seja, cuidando do professor, porque todas essas mudanças só entram bem na escola se entrarem pelo professor e ele é a figura fundamental. O professor é a tecnologia das tecnologias, e deve se portar como tal, ser professor não é simplesmente dar aulas, não é instruir, é cuidar que o aluno aprenda. Partir do aluno, da linguagem dele, e cuidar dele, não dar aulas. Pedro Demo afirma que:
“Para atingir patamares aceitáveis de qualidade educativa da população é estratégia primordial resolver a questão dos professores. A questão dos professores é complexa, incluindo pelo menos dois planos mais relevantes: valorização profissional e competência técnica. O problema é de qualidade formal e política.” (DEMO,1993 pg.87)
Nesta concepção a educação popular tão desejada está muito longe de ser concretizada, sendo uma ação incitada pela politica de educação e desta maneira o educador tem a ideia de está sendo apoiado pelas politicas em projetos, mobilizando a educação no seu âmbito escolar, entretanto, não consegue esse apoio na comunidade. Pedro Demo acredita que o papel da escola torna-se ainda mais específico, ultrapassando a figura da complementação da família, ou da sociedade de normas e valores, para assumir a condição de lugar da formação de um tipo essencial de competência frente à formação da cidadania e frente às mudanças na sociedade e na economia. A escola torna-se instância estratégica em termo de qualificação das mudanças estruturais qualitativas e universais, para assegurar a todos a mesma oportunidade de desenvolvimento. (DEMO, 1993:244) Pedro Demo assegura que o ensino aprendizagem, só acontece se houver a qualidade de ensino, e para que isso ocorra é necessário ser avaliado em diversos olhares entre educadores, e o mais importante é que se faça uma imagem propícia da educação primária no que diz respeito à qualidade de ensino na educação, contando com o apoio do educador, entretanto, a escola deve conservar a sua autonomia diante dos discentes e docentes, realizando um trabalho onde todos os sujeitos possam interagir dentro ou fora do ambiente escolar, sendo assim um trabalho produtivo e qualitativo no processo de ensino e aprendizagem. Demo afirma que:
“A aprendizagem supõe pelo menos dois componentes interligados: o primeiro, é o esforço reconstrutivo pessoal do aluno; o segundo, é uma ambiência humana favorável, onde se destaca o papel maiêutico do professor”.(DEMO, p.167).
Não esquecendo que o papel da escola é o principal, logo ela deve preparar maneiras de incentivar a inteligência do aluno desenvolvendo suas capacidades, promovendo meios pedagógicos aos docentes, que são os guias das novas estratégicas de aprendizagem que precisa ser ativa, construída pelo educando a partir da sua interação com os conteúdos socioculturais promovendo um ensino ativo, pois, ele se forma dentro das interações que nos ocorrem em diversos contextos sociais. A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado da sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber e que tudo que se quer de um aluno é que ele saiba pensar e ao mesmo tempo seja a imagem e semelhança do seu professor. Entretanto ao longo dos anos os professores em sua formação não são incentivados a pensar, pesquisar e elaborar, ou seja, durante a sua formação só assistem aulas e fazem provas. Quando esses docentes vão dar aulas, fazem a mesma coisa, tornando assim um ciclo vicioso. Sendo assim os professores fingem que dão aula e os alunos fingem que aprendem, atrapalhando o hábito de pensar. Sendo assim Demo acredita que a pesquisa é um item fundamental para o aprendizado tanto do educador como do aluno, pois, se quisermos alunos que estudem bem, precisamos inventar professores que estudem bem também. E que esses docentes deverão “usar e abusar” das novas tecnologias para tornar o estudo mais prazeroso e menos chato, mesmo que exija o mesmo esforço e dedicação do costume convencional, uma vez que com essas novas tecnologias pode-se encarar o estudo de uma forma mais ampla. Na contemporaneidade, o docente deve ser um pesquisador, que assume um acordo com o questionamento reconstrutivo a fim de ir além de uma simples socialização do conhecimento educativo, emitindo com prioridade à competência renovada do professor, que pode encontrar em outros expedientes subsídios de peso, tais como: a adequação física dos prédios, apoios didáticos e assistenciais, instrumentações eletrônicas. (DEMO, 1993: 245). Portanto, o educador é o mediador do conhecimento e a sociedade cobra e exige competência com a finalidade da qualidade de ensino. Segundo Demo para que o ensino aconteça não importa que uma atividade esteja categorizada como "tradicional" ou "inovadora", o importante são as propostas de trabalho reunidas sob determinadas condições a partir dos problemas formulados pelo uso da escrita, contemplar diferentes procedimentos, admitir diferentes respostas, gerar alguma aprendizagem a respeito do sistema pedagógico em todos os membros do grupo, favorecer o debate e a circulação de informações, garantir a interação entre os membros, propiciar uma crescente autonomia na busca de informação. Demo ressalta a interdisciplinaridade como eficaz ao sucesso do ensino e da aprendizagem e o zelo com os educandos, para que estes não percam a uma dupla oportunidade: acesso à qualidade formal, quando não aprendem a aprender; acesso à qualidade política, quando não recebem motivação para a politicidade do curso. Pois aí não se forma nem o profissional, nem o cidadão. Diante desta temática se observa aspectos importantíssimos no processo ensino aprendizagem que é o da relação construída entre professor e aluno, e por isso que é imprescindível à presença do professor, enquanto elo no processo ensino aprendizagem, na direção de uma consciência de cidadania.
Outro dia passei a entender um pouco mais uma de minhas alunas que sempre
apresentou um grande desinteresse pelas minhas aulas. Por mais que eu tentasse
conquistar sua atenção, por mais que eu preparasse uma bela aula, seu
pensamentos estavam muito longe. Descobri que sua mãe havia falecido nesse ano.
Na casa do tio, onde estava vivendo parece que não esta feliz devido a rejeição
de alguns primos.
Nós professore temos que entender que não estamos ensinando robôs e sim
pessoas envolvidas de sentimentos e situações de vida que nem podemos imaginar.
São essas pessoas que vão para nossas salas de aula buscando quem sabe uma
palavra de acolhida, de conforto. Por isso tenho feito em minhas aulas a
experiência de ler um texto, uma frase ou uma parábola que os incentive, que os
faça se sentir capaz de superar os obstáculos da vida. Tem sido gratificante a
resposta!
Olá caros amigos Professores que como eu enfrentam a árdua missão da
conquista. Digo isso pois sei que não é fácil, principalmente para nós que
lidamos com a matéria mais temida de todas: a (Matemática). Costumo
brincar com meus alunos que até quem criou o nome da matéria era preconceituoso,
poderia ter colocado algo como Boatemática, Belatemática, Lindatemática, mas o
que temos a oferecer para os nossos alunos é a Matemática.
Estamos remando contra a maré, pois vivemos num tempo onde as pessoas pagam
para não pensar e o produto que "vendemos" é justamente aquele capaz de
desenvolver um pensamento e criar problemas e resoluções dentro dele para depois
trazê-lo para vida real. Loucura para muitos! Mas quem não é capaz de organizar
seus pensamentos, jamais sera capaz de organizar sua vida, seu trabalho, seu
tempo.
Coragem amigos! Lembrem-se que o bom vendedor é aquele que vende pra quem
não quer comprar. Vamos utilizar de todos os meios que pudermos para esse fim.
H21-Reconhecer a semelhança entre figuras planas, a partir da congruência das medidas angulares e da proporcionalidade entre as medidas lineares correspondentes.
H24- Identificar propriedades de triângulos pela comparação de medidas de lados e ângulos.
Conteúdo(s) envolvido(s): Semelhança de triângulos
Bloco(s) Temático(s): Espaço e Forma
Ano/Série: 8ª série/9º ano
Tempo estimado: 4 aulas
Justificativa
Esse plano tem como justificativa argumentar o processo ensino aprendizagem na gestão em sala de aula, com o propósito de sanar dificuldades apresentadas pelos alunos na retomada de conteúdos, bem como nas ações traçadas para alcançarmos os objetivos contextualizados de forma dinâmica.
Tema(s) a serem abordado(s):
1) Formas geométricas;
2) Ângulos;
3) Semelhança de figuras planas:
4) Semelhança de triângulos.
Objetivo Geral:
Compreender a semelhança de triângulos em diversos contextos.
Objetivos Específicos: O aluno deverá:
1) Reconhecer as características de um triângulo quanto as medidas dos lados e dos ângulos;
2.1) Compreender a ideia de medida de ângulos;
2.2) Calcular a soma dos ângulos internos e externos de um triângulo;
2.3) Compreender as propriedades relacionadas aos ângulos opostos pelo vértice, ângulos alternos internos e externos e correspondentes;
3) Saber reconhecer a semelhança entre figuras planas a partir da igualdade das medidas dos ângulos e da proporcionalidade entre as medidas lineares correspondentes;
4) Saber identificar triângulos semelhantes e resolver situações-problema envolvendo semelhança de triângulos.
Procedimentos metodológicos:
1ª aula
Será iniciada com as narrativas sobre a história da semelhanças de triângulos.
Logo após, cada aluno criará um texto expondo suas ideias diante do tema abordado.
Em seguida individualmente irão ler o texto produzido para toda sala.
2ª aula
O professor fará uma reflexão acerca dos textos criados pelos alunos e juntamente com os mesmos montarão um painel sobre a história da semelhança de triângulos. O painel será montado num espaço que fica no final da sala.
3ª aula
Logo após serem trabalhadas as competências escritora e leitora, o professor dará início ao conteúdo propriamente dito.
Dentre os conteúdos o professor fará uma mostra de alguns vídeos expostos na internet sobre o assunto abordado.
4ª aula
O professor retomará novamente alguns conceitos e assim iniciará as aplicações com exercícios para fixação.
Logo após a resolução dos exercícios, o professor fará um mapeamento prévio do conhecimento adquiridos pelos alunos para dar assim início as recuperações.
Dentre os procedimentos metodológicos desenvolvidos espera-se que o aluno consiga:
- Construir o conhecimento através de aula expositiva, com atividades individuais e em grupos;
- Trabalhar com materiais concretos, com o uso da malha quadriculada para ampliação e redução de figuras;
- Utilizem softwares como o Geogebra para fixação de conteúdos;
Lousa, giz, EVA, cartolina, papel quadriculado, vídeos, régua, tesoura, transferidor e software Geogebra.
Avaliação:
A avaliação dos alunos será baseada nos seguintes aspectos:
• Interesse demonstrado durante a aula;
• Interpretação das narrativas referentes ao tema abordado;
• Participação na exposição do tema;
• Colaboração com o professor e com os colegas na resolução dos exercícios/problemas propostos;
• Aplicação de conhecimentos matemáticos adquiridos anteriormente;
• Uso de terminologia e simbologia adequada;
• Comportamento na sala de aula.
Recuperação:
A recuperação será contínua e paralela conforme o desempenho de cada aluno.
Poderá também ser flexível de modo que novas práticas pedagógicas sejam desenvolvidas.
Nesse encontro fizemos uma classificação das questões apresentadas
no manual do cursista.
O meu grupo é composto pelos cursistas: João, Idinéia,
Teresa, Thaís e Patrícia.
O tutor presencial o Professor Valmir da D.E. de Bragança
Paulista sorteou entre os grupos uma questão, a nossa foi a de número 26.
Questão: Nas figuras a seguir estão representados os
triângulos ABC e DBE, na medida em que os lados AC e DE são paralelos,
responda:
A) Qual é a
medida do ângulo DEB? (ângulo DBE=40o e EAC=60o):
B) Qual é a medida do ângulo ABC e do ângulo FDE? (ângulo BED=60o e ACB=40o):
Já com a questão em mãos, realizamos a classificação de
acordo com alguns itens:
Conteúdo(s) envolvido(s): Semelhança de triângulos
Bloco(s) Temático(s): Espaço e Forma
Ano/Série: 9º
Habilidade(s):
H21-Reconhecer a semelhança entre figuras planas, a
partir da congruência das medidas angulares e da proporcionalidade entre as
medidas lineares correspondentes.
H24- Identificar propriedades de triângulos pela
comparação de medidas de lados e ângulos.
Grupo de competências: GII
Ao término, cada grupo socializou a sua classificação
apresentando argumentos.
2º Encontro dia 24/05/2013
Nesse dia retomamos o assunto anterior sobre a
classificação da questão nº 26 e logo após iniciamos a elaboração de uma mapa
de percurso do conteúdo trabalhado na 1ª oficina.
Ao término fizemos uma socialização através do mapa
escrito na cartolina para os demais grupos.
3º Encontro dia 29/05/2013
Dentre os materiais trabalhados durante as oficinas do
dia 21/05 e 24/05, nosso grupo elaborou um plano de aula contemplando as
habilidades e grupo de competências.
Após o término fizemos a socialização do plano aos demais
grupos.
CmapTools é uma ferramenta para elaborar esquemas conceituais e representá-los graficamente, ou seja, é um programa que lhe auxilia a desenhar mapas conceituais.
A teoria dos mapas conceituais foi desenvolvida na década de 70 pelo pesquisador Joseph Novak, com base na teoria da aprendizagem significativa. O pesquisador define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento. Os conceitos parecem dentro de caixas e as relações entre eles são especificadas por meio de frases de ligação, que unem cada um dos conceitos.
CmapTools apresenta acesso, via internet, a uma coleção de trabalhos que podem ser utilizados como referência para você começar a elaborar seus projetos. Todos os trabalhos desenvolvidos podem ser convertidos em formatos para apresentação na web. Desta forma, fica mais fácil a publicação e difusão do seu projeto em um ambiente virtual.
Ferramentas oferecidas por CmapTools
Em Cmap List Views (Visualização da Lista do Cmap), você encontra as opções para começar a desenhar seus mapas conceituais. Na aba Concepts (Conceitos), há um campo para digitar o nome do conceito. Após digitá-lo, para que ele apareça no seu projeto, basta pressionar Enter. Linking Phrases (Frases para link) é o local em que você fará as relações entre seus conceitos.
A aba Proposions (Proposições) é responsável por elaborar uma seqüência de conceitos. Ou seja, você digita no primeiro campo um conceito, no segundo campo a frase para conexão e no terceiro campo o conceito que deve se relacionar com o primeiro. Já a aba Cmap Outline (Contornos do Cmap) lhe mostra seus conceitos em forma de árvore, sendo possível visualizar as hierarquias entre as relações conceituais.
Em Styles (Estilo), você personaliza a fonte do seu projeto, cores, forma de caixas de conceitos, estilos de conectores, entre outros. Você pode inserir anotações, como uma forma de comentário a algum conceito. O programa ainda oferece um dicionário, em língua inglesa, para você pesquisar um termo que você não saiba o significado, ou simplesmente para localizar um sinônimo para ele.
Complexo, porém extremamente poderoso
CmapTools é um programa completo e muito útil. Vale a pena investir tempo para aprender a utilizá-lo. Caso tenha dificuldades e tenha domínio da língua inglesa, o site oficial disponibiliza uma página de ajuda. Clique aqui para acessá-la.
Você pode utilizar CmapTools em diversas situações e para diferentes finalidades, como instrumento de análise de um currículo, para os professores como técnicas didáticas e recursos de aprendizagem, como meio de avaliação, entre outras.
OBSERVAÇÂO
Para baixar este programa é requisitado efetuar um cadastro no site do desenvolvedor. Você será automaticamente redirecionado para esta página após clicar em "Clique para Baixar", página essa que está em inglês, porém basta efetuar o preenchimento de todos os campos que você poderá baixar o programa.
Embora a grande invenção prática do zero seja atribuída aos hindus, desenvolvimentos parciais ou limitados do conceito de zero são evidentes em vários outros sistemas de numeração pelo menos tão antigos quanto o sistema hindu, se não mais. Porém o efeito real de qualquer um desses passos mais antigos sobre o desenvolvimento pleno do conceito de zero - se é que de fato tiveram algum efeito - não está claro.
O sistema sexagesimal babilônico usado nos textos matemáticos e astronômicos era essencialmente um sistema posicional, ainda que o conceito de zero não estivesse plenamente desenvolvido. Muitas das tábuas babilônicas indicam apenas um espaço entre grupos de símbolos quando uma potência particular de 60 não era necessária, de maneira que as potências exatas de 60 envolvidas devem ser determinadas, em parte, pelo contexto. Nas tábuas babilônicas mais tardias (aquelas dos últimos três séculos a.C.) usava-se um símbolo para indicar uma potência ausente, mas isto só ocorria no interior de um grupo numérico e não no final. Quando os gregos prosseguiram o desenvolvimento de tabelas astronômicas, escolheram explicitamente o sistema sexagesimal babilônico para expressar suas frações, e não o sistema egípcio de frações unitárias. A subdivisão repetida de uma parte em 60 partes menores precisava que às vezes “nem uma parte” de uma unidade fosse envolvida, de modo que as tabelas de Ptolomeu no Almagesto (c.150 d.C.) incluem o símbolo ou 0 para indicar isto. Bem mais tarde, aproximadamente no ano 500, textos gregos usavam o ômicron, que é a primeira letra palavra grega oudem (“nada”). Anteriormente, o ômicron, restringia a representar o número 70, seu valor no arranjo alfabético regular. Talvez o uso sistemático mais antigo de um símbolo para zero num sistema de valor relativo se encontre na matemática dos maias das Américas Central e do Sul. O símbolo maia do zero era usado para indicar a ausência de quaisquer unidades das várias ordens do sistema de base vinte modificado. Esse sistema era muito mais usado, provavelmente, para registrar o tempo em calendários do que para propósitos computacionais.É possível que o mais antigo símbolo hindu para zero tenha sido o ponto negrito, que aparece no manuscrito Bakhshali, cujo conteúdo talvez remonte do século III ou IV d.C., embora alguns historiadores o localize até no século XII. Qualquer associação do pequeno círculo dos hindus, mais comuns, com o símbolo usado pelos gregos seria apenas uma conjectura. Como a mais antiga forma do símbolo hindu era comumente usado em inscrições e manuscritos para assinalar um espaço em branco, era chamado sunya, significando “lacuna” ou “vazio”. Essa palavra entrou para o árabe como sifr, que significa “vago”. Ela foi transliterada para o latim como zephirum ou zephyrum por volta do ano 1200, mantendo-se seu som mas não seu sentido. Mudanças sucessivas dessas formas, passando inclusive por zeuero, zepiro e cifre, levaram as nossas palavras “cifra” e “zero”. O significado duplo da palavra “cifra” hoje - tanto pode se referir ao símbolo do zero como a qualquer dígito - não ocorria no original hindu. .
Fonte. Tópicos de História da Matemática para uso em sala de aula; números e numerais, de Bernard GUNDLACH.
Sou professor de matemática e ciências, lecionando, há mais
de vinte anos em rede pública e particular na região de Atibaia. Sou formado em
licenciatura e Bacharelado pela UNG - Universidade de Guarulhos - especialização
pela UNICAMP - e especialização pela UFSJ.
Atibaia-SP
DANIELA ALVES CARDOSO
Meu nome é Daniela, curso o 3° semestre de Matemática na
Faat em Atibaia. Trabalho atualmente nas escolas Carlos José Ribeiro e
Constantino Simões de Lima.
Atibaia-SP
EDVALDO SOUSA BUENO
Caros colegas professores, assim como vocês sinto prazer em
ensinar e ainda ouso em sonhar com dias melhores. Abraço!
Atibaia-SP
LUCIANO DOS SANTOS
Olá pessoal!
Sou o Luciano, tenho 34 anos, solteiro, sou formado em
Licenciatura Plena em História pela FESB, Licenciatura Plena em Matemática pela
UNIFIA e Licenciatura Plena em Pedagogia pela ULBRA. Moro na cidade de Socorro
- SP, trabalho na rede Estadual de Ensino desde 2001 como Professor da
disciplina de Matemática, também leciono desde 2008 na rede Municipal de Ensino
de Socorro como Professor de Educação Infantil Jardim II. Atualmente estou
lecionando na E.E. "José Franco Craveiro" com as salas de 7º anos do
Ensino Fundamental, 1º, 2º, 3º e 4º Termo - EJA e 1º e 2º Ano do Ensino Médio.
Amo o meu trabalho e sempre procuro novas metodologias para uma boa gestão em
sala de aula.
Socorro-SP
NORMA ALVES DE CAMPOS
TERESA MARCÍLIA DE OLIVEIRA
Leciono na escola Jose Dini, sou professora de
matemática,biologia e fisica. Já estou na rede a 23 anos.
Socorro-SP
VANESSA HERMENEGILDO DE OLIVEIRA
Sou professora de matemática, gosto da minha profissão, como
também de estudar, sair a noite, viajar ir a teatros. Estou muito ansiosa para
fazer esse curso.
Um relato
pessoal, descobri muito tarde a importância da leitura, quando estudante do
ensino fundamental, não achava importante a leitura, li alguns livros por
obrigação, mas não motivado.
Já
adulto, percebi a importância da leitura, para ficar antenado com o mundo,
pesquisar, enfim evoluir.
4 PASSOS PARA DESENVOLVERMOS AS HABILIDADES LEITORA E ESCRITORA NOS NOSSOS ALUNOS
Desenvolver a competência leitora e escritora dos alunos;
Realizar avaliação diagnóstica de seus alunos (conhecimentos prévios);
Elaborar plano de recuperação para os alunos;
Construir no coletivo dos professores o Projeto Pedagógico que considere:
1- Conhecer o letramento da comunidade;
2- Envolver toda a comunidade na investigação;
3- Planejamento do professor e do projeto pedagógico;
4- Inserção da comunidade na cultura escrita;
5- Diagnosticar o que os alunos já sabem e o que precisam aprender;
6- Organizar trabalho com gêneros das diferentes áreas ao longo do ciclo;
7- Integrar os conteúdos de suas áreas de conhecimento com o desenvolvimento
da competência leitora e escritora;
8 – Trabalhar de maneira interdisciplinar.
Olá professores! Estava aqui lendo os depoimentos e experiências de cada um e achei de muita relevância para todos nós esse fórum. Quero também deixar registrada aqui minha pequena experiência.
Quando comecei dar aula jamais imaginava que precisaria ler contos e textos em minha sala de aula. Estava costumado com números, cálculos, quando muito alguns problemas. Nesta época, o coordenador da escola pediu para que todos os professores fizessem uma leitura no começo de cada aula. De início achei o cúmulo, mas com o tempo, percebi o quanto a leitura deixava meus alunos mais calmos e atentos.
A ideia foi tão bacana que no último bimestre, passei para os alunos como trabalho complementar a leitura do livro 'O homem que calculava'. Discutimos bastante sobre cada capítulo e foi de grande crescimento para todo nós.
Quem disse que não se pode ter leitura nas aulas de Matemática?
Meu relato sobre leitura. Desde muito cedo já me interessava pela leitura, tentava ler tudo que encontrava, em embalagens, anúncio, placas e perguntava que letra era aquela, e minha mãe vendo o meu interesse me ensinava.
Quando fui para a escola aos seis anos de idade, já era alfabetizada, lembro me até hoje, que a professora escrevia a palavra na lousa e pedia para os alunos lerem, nesse dia era uma palavra polissílaba, que era "pacotinho" fui a única que conseguiu ler, recebi muitos elogios da professora e com isso encontrei estímulo para ler cada vez mais.
Eu sou o Professor Luciano da cidade de Socorro - SP,
leciono na disciplina de Matemática na
Escola Estadual José Franco Craveiro.
Vou lhes contar uma passagem da minha vida em que tive pela
primeira vez contato com a leitura e a qual me marcou muito.
Foi quando estava na sétima série do ensino fundamental e no momento eu tinha acabado de perder meu pai. Fiquei muito triste com essa perda. Como vinha de uma família
pobre mal tínhamos dinheiro para sobreviver,
e como de costume levantava todos os dias de manhã, pegava meus cadernos e ia para a escola.
Já na escola, inclusive na aula de Língua Portuguesa, minha
querida e estimada professora Tarsila nos pede para escolhermos um livro para
ler. Esse além de ler tinha que fazer uma resenha que era para nota.
Muito envergonhado, comentei com a professora que eu não
poderia fazer essa atividade. Ela como sempre, uma mãe, me perguntou o porquê. Então disse que não tinha dinheiro
para comprá-lo.
No dia seguinte, conversando com uma amiga e de repente a minha professora me chama. Olho e com toda timidez fui até ela e perguntei o que queria. Quando percebi ela retira debaixo de sua bolsa um
pacote e me entrega, dizendo que seria um presente dela para mim.
Nossa! Ao
abrir o pacote meu coração disparou, era um livro de título "Tonico" da coleção vaga-lume, do autor José Rezende Filho. Muito feliz agradeci e por incrível que
pareça a cada dia que lia as páginas do livro parecia que estava lendo a
minha própria história.
Essa leitura me marcou muito, pois Tonico também tinha
perdido seu pai e também tinha que trabalhar para ajudar no sustento da casa.
Espero que vocês, queridos leitores, gostem da minha história, pois ao escrevê-la muitas lembranças vieram na minha mente. Foi muito emocionante.